Livro Auditoria Interna – Pinheiro, Joaquim Leite

Maio 25, 2008 at 6:50 pm Deixe o seu comentário

Auditoria Interna
Manual Prático para Auditores Internos
de Joaquim Leite Pinheiro

 

Pode consultar em http://www.webboom.pt/ficha.asp?ID=171492

O livro Auditoria Interna está orientado para ser um manual prático para os Auditores Internos que ingressam na profissão, reflecte, de certo modo, as experiências vividas na realização, envolvimento e supervisão de acções de auditoria, no mundo das telecomunicações, que, nos anos mais recentes, têm tido uma evolução vertiginosa, tanto ao nível das tecnologias como ao nível da gestão dos recursos, com impacto significativo na função auditoria interna.

Algumas das acções foram realizadas em parceria com empresas de Auditoria Externa/ consultoria, o que motivou uma partilha de conhecimentos e de técnicas de abordagem bem como nas técnicas de apresentação dos resultados (recomendações/sugestões de melhoria) bem como a percepção das melhores práticas.

O período em referência foi fértil (está a ser e, porventura, nunca deixará de o ser) em alterações profundas no campo das telecomunicações fixas, móveis e nas tecnologias associadas, e com impacto positivo no desempenho/realização das acções de auditoria interna e na percepção do papel a desempenhar pelos Auditores Internos.

A necessidade e a percepção da importância da função Auditoria Interna no seio das empresas, obrigou à alteração do paradigma existente: a realização auditorias contabilísticas e financeiras deixou de ter a exclusividade e deu-se importância à realização de auditorias operacionais, auditorias informáticas e auditorias de sistemas de informação; passou-se da identificação de erros para a identificação de perdas de oportunidades e para a formulação de recomendações no sentido de ajudar a gestão a melhorar o seu desempenho, na lógica de fornecer valor à empresa.

Actualmente, é dada ênfase à recomendação mais do que ao problema e os Auditores Internos entendem, mais facilmente, o ponto de vista dos gestores operacionais, numa óptica de aprendizagem dos ensinamentos das novas teorias sobre Auditoria Interna, veiculadas por alguns autores dos quais é referido Larry Sawyer, Olivier Lemant, defensores de auditorias proactivas e não conservadoras (entenda-se, numa lógica de identificar erros e não oportunidades; identificar o erro é só um terço do caminho andado; os outros dois terços correspondem à identificação da solução e à capacidade de convencer os gestores operacionais a participar na sua implementação).

Neste contexto, a realização de Follow-up’s (acompanhamento das acções correctivas) é um aspecto essencial da auditoria interna – ser um parceiro proactivo na implementação das recomendações.

Um problema em si não ajuda o gestor operacional. A proposta de recomendação partilhada pela gestão é mais importante para potenciar a melhoria da performance da empresa/organização. Este foi o grande paradigma mais recente da auditoria interna: ter a capacidade de apresentar soluções em partilha com os auditados.

Por outro lado, a estratégia utilizada, reflecte o quotidiano da Auditoria Interna, as suas dificuldades metodológicas, os pequenos avanços na formulação das acções de auditoria, a evolução de conceitos sobre a forma de actuar num sector em monopólio, em mercado livre ou em recessão, a passagem para um mercado concorrencial dinâmico e que a auditoria deve ter a capacidade de perceber adequadamente e participar na criação de valor (cliente, empregado, fornecedor, accionista e ter em conta a responsabilidade social e a envolvente ambiental).

A mudança da conjuntura obrigou a que a Auditoria Interna caminhasse, cada vez mais, para a realização de acções em actividades de maior risco, principalmente, actividades, processos e tarefas relacionadas com a criação de valor cliente.

O planeamento das acções começou a ter em consideração os principais riscos negativos da empresa, tendo como principal ideia-chave convencer, os intervenientes dos processos de controlo, de que as recomendações propostas visam melhorar os procedimentos com impacto na satisfação do cliente (redução do risco de “Churn”) razão de ser da empresa.

A responsabilidade da apreciação sobre as demonstrações financeiras, fica cada vez mais para os Auditores externos, Revisores Oficiais de Contas (ROC’s), não deixando, contudo, de se ponderar, os riscos nessa área, aquando da elaboração do plano de actividades, bem como o contributo da Auditoria Interna, visando garantir uma informação íntegra, oportuna, relevante, credível e fidedigna para divulgação ao mercado.

A Auditoria Interna tem como característica fundamental, em contraponto com a auditoria externa, o seu enquadramento no seio da empresa e reportar organicamente ao Conselho de Administração, órgãos de gestão e, funcionalmente, ao Conselho de Auditoria (Audit Commitee).

A adopção dos princípios de Corporate Governance (Bom Governo) nas empresas poderá conduzir a que a Auditoria Interna seja considerada uma função de Corporate e, deste modo, melhorar a sua independência e capacidade de actuação face aos operacionais. Em Portugal, já existem algumas empresas que implementaram os princípios de Corporate Governance e que já constituíram Conselhos de Auditoria.

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Prefácio Livro Auditoria Interna

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